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sábado, 11 de junho de 2011

Revelações


Está evidente.
Confissões são desnecessárias.
Estampado na cara,
Por dentro da alma.
Tanta imprudência
Por pouca consideração;
E o pior,
Tudo sei, será em vão.

Desapontamento meu,
Pra você.
Não quero aquela decadência
Reviver.

Estou quase o extorquindo.
Sou digna disso?
Não, inválida me sinto.
Inescrupulosa até.
E peço clemência
Por fazê-lo padecer.

Não me maltrate a vida,
Não me maltrate a morte;
Apenas finde com tudo de vez.
07 de junho de 2011.

Bi-partida

Sempre me vi enlaçada,
Não me recordo de ser outra.
Agora confinada,
A loucura torne-se pública.

Estou dividida,
Sim, totalmente estranha.
Sensação proibida,
Derrota em forma de ânsia.

Estava tudo tão correto,
Encaminhando para o final feliz;
Por que isso, de repente?
Anuncio que jamais quis.

Simultaneamente,
Alinhada para dois mares;
Deslealdade a própria vida,
A quem limito meus deveres.

Meus impulsos contidos,
Por um.
Minha ambição implacável,
Apresenta-se em segundo,
Em segredo.

Desejo meu eu de volta,
Mas posso estar equivocada;
A inocência não retorna
Após o conhecimento de tantas mágoas. 


07 de junho de 2011.