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sábado, 2 de junho de 2012

Tempo



Eu vou explicar, não mexa comigo,
Se o que você quer é só brincar.
Meu ser não aceita correr esses perigos,
Pois eles levam a desmoronar.
Enquanto há tempo, se afaste de mim;
Meu coração pode se acostumar.
Sei que não serei grata após o fim,
Porque meu rancor por você
Tu me farás assinar.
Jogue o seu charme para outra qualquer,
Porque eu não me abalo mais.
Você já sabe que eu fico com o prejuízo
Quando é meu sonho que se desfaz.

Ainda sobrou um pouco de fé que existia em mim.
Segurei nos restos de minhas forças,
Mas eu não estou preparada para enfrentar outra tempestade.
Depois que o temporal passar,
Se os quilômetros que nos distanciam
Ainda nos unir,
Você vai me encontrar
Num belo som de uma guitarra;
Na melodia que dizia que um dia
Já amou alguém.
Basta! Chega! Se já terminou...
Eu estou entregando os pontos...
Eu proponho que me esqueças por uns tempos,
Eu suponho.

Rasgar minhas cartas é confessar derrota;
Relatar é melhor, eu me tranco de todos.
Chorar escondida, me faz lembrar que senti;
Que por algum motivo forte, ainda vivo.
Quantas propostas recusei?
Ignorei o que passou de ruim.
Você foi meu incentivo;
Em amor lhe transformei...
Muitas manchas reviveram;
Era para ser melhor,
Se você não tivesse que ir.
Mas tudo fica no seu tempo,
E quando eu me rendo, depois aprendo.
Já sofri demais...
Pode ser cedo pra dizer adeus,
Pra esquecer os sonhos meus;
Mas como toda bela canção, acabou.


21 de junho de 2005.

Afastado



Onde está a eletricidade que existia
E aqueles olhos fixados em beijar?
O amor tido como de estudante
Era maior do que qualquer ficção.
Hoje a fenda se alarga mais
E com ela o amor também se dilata.
O sobrevivente se abafa, se ofusca;
Eu, envolvida, não sei mais como lhe arrancar.
O equilíbrio está no fascínio e no desdém de lhe reencontrar.
Retorne desaparecido!
Aqui sou seu espaço.
Se afastando mais e mais,
Não voltará...

19 de junho de 2006.