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sábado, 10 de dezembro de 2011

Noites



Tem noites que às vezes são tão longas,
Mas todas elas sempre são vazias.
Talvez até pareça que eu sou feliz aqui,
Mas nada faz com que eu esqueça
Que eu não vou ter o que quero,
Que eu não posso fazer nada, a não ser
Esperar que talvez alguém
Me procure em meio as suas razões.
Que eu talvez tenha alguém pra mudar
Outro dia a mais.
E que eu seja mais feliz assim;
Sua verdade faça parte de mim.

O passado é o tormento do presente.
E não lembrar é trair meu pensamento.
Eu não sou o que eu sonhei;
O que eu só queria era ter você.
E esperar é inexplicável,
É como sentir dor e não poder gritar.
É porque eu não sou o eu de antes,
E eu não sei mais.
Eu só sei que eu não quis jamais
Esse destino que me desfaz;
Não quero viver só e só com esse amor...

Mas não vou bater de frente;
Deixarei esse tempo com quem me entende.
Sei que não irá acabar
Essa noite nessas horas;
E a cada noite em que vou dormir
Uma nova lembrança te traz.
Hoje à noite eu vou encontrar
No meu sonho, a luz de seu olhar.
Se não podes compreender
Deixa ser o que for...

19 de fevereiro de 2005.

Minhas Decisões


As horas são frias, às vezes são amenas.
E eu sempre em busca de algo maior em mim.
À procura de um encontro.
Sorriso fingido, olhar sempre ao longe;
Talvez eu possa ver daqui o meu topo.
As pessoas pensam que sou superficial;
Isso não importa,
Mas que queria ser transparente
Para que enxergassem o meu tudo.
Eu não sei nada da vida;
Não me disseram para onde ir.
E eu tenho que escolher
Entre armadilhas e ciladas
Que não sei se ou encontrar.
Eu posso decidir agora,
Mas se depois eu mudar de ideia?
É isso que eu não quero.
Eu preciso muito mais agora de atitude,
De certeza, de convicção.
Ser decidida, cobrar mais de mim;
Transpor-me, fazer escolhas definitivas,
Como cada palavra que escolho para escrever.
Falar mais, ser mais feliz comigo mesma.
Dar importância a esse ser que habita neste corpo
E que se fecha para o mundo lá fora.
As chaves dessa porta estão em minhas mãos,
Mas eu quero abri-la? Eu quero mudar?
Ou tenho medo de sair do meu pequeno universo,
No qual me escondo de possíveis barreiras à frente?
Minhas próprias respostas virão com o tempo...
E este (o tempo) sem dúvidas, é o maior das aflições:
Ou passa rápido demais para aqueles que são felizes,
Ou é muito longo para os que esperam alcançar a felicidade.

12 de março de 2005.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ele



Ele falou, só por falar,
Mas querendo que eu acreditasse.
Eu decidi, mas me calei
Esperando ter certeza.
Eu arrisquei e hoje eu gosto
De todo jeito que ele me beija.
Hoje eu quero, ele também;
Parece até que eu caí nessa de amor.

Tudo o que eu vejo nele
Ninguém pode ver além
Do que está dentro de seu coração.
Eu queria sinceridade,
Estive no caminho errado;
Tive que passar por muitas provações.

O que eu já fui, o que eu sou,
Tudo isso não importa mais.
O que interessa é se com ele
Serei tudo o que quero ser.
Mais uma vez, quero dizer
Coisas que sempre vão mostrar
Que estar com ele me faz tão feliz;
Acho que estou ficando um pouco romântica!
E me lembrando do passado
Vejo deixado pra trás
Um sonho que eu queria,
Mas não tinha fundamento.
Com ele eu vejo o tudo,
Consegui sair de lá
Onde estava à beira do fundo do meu vazio.

Chegou a hora,
Tenho que ir;
Conto as horas sem esquecer
Que amanhã,
Aqui ou ali,
Vai acontecer tudo de novo...

 27 de maio de 2005.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Acontecia e Previ



Acontece,
Seus olhos miram nos meus;
Os sorrisos são simultâneos.
Ele me priva de certos atos,
Mas não me quer dizer adeus.
Conjugamos um verbo que não existe;
Sou tão transparente que me sinto nua.
Meu coração tão ingênuo
Deixa ser devorado pelo seu calor.
Na medida exata, nossas mãos se encaixam
Por amor.
Até minhas senhas eu já lhe dei;
Ele me roubou qualquer senso de defesa.
E indefesa, ele chega e se afaga;
É ilusão, mas ponha-se no meu lugar,
Porque ele é meu amor,
Desmedido amor.

Enche meu rio de esperança,
Mas o destino conspira contra mim.
Desamparada, ele me curou,
Hoje cuidei de sua dor.
Removo montanhas para reencontrá-lo;
Até os confins, eu corro.
Não deixei recado,
Mas obrigado
Ele se foi...
E minha tendência é esperar;
No eco das vozes, consigo o escutar.
E nas esquinas, por onde ele passar,
Em todas as moças
A lembrança de mim verá;
E o incomparável amor;
Sentirá meu amor de onde estou.

29 de novembro de 2005.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Na Medida da Razão



Esta é minha chance:
De conhecer o novo,
De ser o que não mais seria.

Este é meu dever:
Ser melhor do que não era,
Esquecer as mágoas como mortas.

Este é meu propósito:
Dialogar entre linhas,
Fazer pensar o que já julgava sepultado.

Este é meu sonho:
Ser livre em meu vocabulário,
Fazer do dom, um espelho.

Esta é minha vida:
Tudo o que há aqui,
Letras tortas, palavras descombinadas;
Versos pincelando dissabores,
Tristezas em meio às alegrias,
E um prazer de expor as minhas dores.

29 de novembro de 2011.

My November



Foram vinte e dois anos
À espreita.
Não era com frequência
Que sonhava com a palavra.
E então, ela se materializou
Diante de dois olhos mortais,
Em forma de música
Folk indie alternativa.

Era esta a esperada,
Não poderia ser outra.
O que antes era quimera,
Hoje é minha ousadia,
Quase minha definição;
Talvez até apelidada
Apropriadamente.

Prazer, Agridoce!
Posso ser suave sabor,
Como já o fiz
Apaixonado pelo meu mel.
Ou posso ser o amargar,
O gosto azedo de um sofrer
Já conhecido.
Tenho os dois lados da moeda...
O que de mim se pode obter
Cabe saber o jeito o qual você
Me lançará ao Ar.

29 de novembro de 2011.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Segmentos da Paixão



Eu sei que atiço o ardor da paixão
E, sem compaixão,
Jogo um balde d’ água fria.
Isso deve te fazer doer
E peço perdão,
Mas é meu jeito de te botar na linha.

Sem avanço,
Peça o que quiser ouvir.
Pelo tanto que te amo,
Reúno norte com o sul,
Leste com oeste,
O Brasil com a Terra do Sol Poente.

Amor versus Paixão,
Eu e você,
Se fez a colisão;
Eu sou a mocinha do meu herói-vilão.
No carrossel desse planeta,
Entre tantas Julietas,
Eu encontrei o meu Romeu.

Vem celebrar,
Eu sou tua bebida.
Vem pro seu farol;
Quero ser clarão na sua vida.
Vem tentar me deslocar do meu lugar,
Me carregar,
A mil por hora me levar.

Minha pele solta faísca
Lembrando um beijo seu.
O que é fatal, também é leal,
Esse amor que vim dizer.


 10 de dezembro de 2006.

Queres



Minh’ alma entoa prantos
E sombras sugam meus planos.

Linda, virgem, nua,
(Longe de tuas vistas)
Entregue a ti, a esmo.
O fantasma passado
Inferniza com pesadelos.
Não serei feliz se não possuir o dom,
Enquanto cumprir leis.

Desertada, assim me queres?
Ou apavorada de ciúmes?

Se queres algum vínculo,
Me mantenhas inocente.
Para ter-me por mil verões,
Me preserve intocada.

A ponte que nos leva é o tempo:
Não há voo sem asas.
Com cautela chegarás aonde queres;
Do contrário,
Nossa estupidez intrigas causará.

 04 de novembro de 2006.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Amor e a Dor: Primogênito



O amor é muito bonito,
Mas deixa o coração ferido
Se não é correspondido.

Mas se o outro também ama,
Viva o amor!
E dos dias tristes só vai restar a dor.

2002

Cinzas


O frio vem me incomodar;
O que sobrou foram minhas cinzas.
Amar é tão complicado:
Encontros e Armadilhas.
Queria mandar no futuro
E não mais pensar em seu rosto;
Mas eu já brinquei nesse fogo
De Infernos e Paraísos.
Não sei mais como mudar;
Eu vou me acabar em ruínas.
Você arruinou os meus sonhos;
A insônia é minha amiga.
Eu vejo você no espelho;
É o teu olhar que me guia.
Você invadiu minha alma
E me fez sua moradia.



No anseio de uma resposta,
Há lembranças de alguém;
Ter você é o que importa pra mim.

10 de julho de 2004.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Instante

Vivo esse instante cheia de dúvidas;
Cheia de mágoas, cheia de lágrimas;
Cheia de amor; cheia de tudo!

Mas todo instante é eterno:
Eterno porque não se repete;
Eterno porque não se apaga;
Eterno porque se viveu.

O instante de quem ama é como um todo:
Porque se vive sem esquecer,
Ou por não vivê-lo, se fez sofrer.

Todo instante é diferente.
O instante em que escrevo;
O instante em que respiro;
O instante em que sonho
E o instante de um olhar.

O melhor instante é aquele que não tem fim,
Quando se tem amor para dar
E amor para receber;
Ou quando não se tem, sabe-se sonhar.

O pior instante é o da espera:
Espera pela vida;
Espera pelo beijo;
Espera pelo amor;
Espera pelo instante de felicidade.

Mas o que eu mais quero
É um instante que acontece sempre:
Viver um grande amor eternamente!



22 de abril de 2004.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Olhar


Eu não consigo mais olhar na tua cara
Que me encara nessa fração de segundos.
E se o olhar esbarra sem querer,
Eu me seguro para não sumir.
Mas se constantemente esse instante se repete,
Eu me perco em anseios sem fim.
Eu respiro, pisco os olhos,
Ouço batimentos cardíacos.
Tudo isso acontece no mesmo momento
Em que olho pra você.
São consequências desse encontro quase que previsível.
O meu olhar é um reflexo do espelho de minha alma;
E esse brilho que você vê bem de frente a mim
É a razão de meu sorrir.

 27 de outubro de 2004.

Depois Que Adormeci...


Depois que adormeci,
Em meus sonhos naveguei
Por entre beijos e abraços.
E revivi todo nosso momento,
Sentindo novamente
Toda a doçura de seus lábios suaves.


05 de maio de 2005.

Não Tem Mais Jeito


Eu queria te esquecer, mas não consigo;
Pra te entender só esse caminho não basta.
Estou presa por efeito de um silêncio;
E o castigo dessa solidão me mata.
Eu queria te dizer que nem mesmo faz sentido
Fingir que acabou assim o amor que está por dentro;
Porque o que se passa em mim
Não se apaga com o tempo,
Porque tudo o que passou um dia penso em perdoar.

Mas a vida dá suas voltas no seu tempo,
Muda o mundo, mas nem tudo tem um jeito.
Minha vida se foi com aquele dia;
Você disse não e eu fiquei sozinha.
Eu quero viver em paz
E esquecer que estamos vivos;
Mas deixar de amar, jamais,
Não tem mais jeito pra isso.
Mas para que dizer adeus
E fugir do mundo todo?
Se um dia aconteceu,
Só que teu amor foi pouco?

Se essa dor passar
Será no dia em que pra sempre me amarás;
E enquanto não voltas,
Eu fico aqui chorando, triste e presa a te esperar.

Eu só quero receber o amor que eu preciso;
E esse amor vem de você,
Do seu ar é que eu respiro.
A mim só resta saber
Por que não estás comigo?
Se eu te amo e você também,
Então vem logo me amar...

 29 de junho de 2004.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ser Melhor

Eu gosto de mim;
Não me admiro.
Quero ser melhor,
Mudar meu fim.
Esquecer meu pensar,
Doar mais que ganhar.
Mas isso já é assim:
Quase não sobra nada pra mim.

                                                                            01 de abril de 2006.

Ter que Fingir

Se alguém pudesse me ensinar
O que fazer pra eu te encarar;
Algum destino pra me conduzir.
Ninguém pode me condenar.
Até o certo pode errar,
E meu erro foi deixar foi deixar você fugir...
Sem te ter, reter você em mim.

Na luz do seu despertar,
No seu ouvido eu vou falar
Sobre o amor entre nós dois;
Os versos meus em ti,
Sua voz em mim,
E sigo assim: Teu nome é a direção.

Eu vou levá-lo aonde eu for,
Com meu carinho te envolver
E numa expressão do seu sorrir
Te ter em mim e ter que fingir...


03 de julho de 2004.

                                                                         

O Troco


Hoje eu não te quero mais.
Eu só quero que você volte
Se rastejando aos meus pés,
Me pedindo pra lhe amar,
Mas será minha vez de te desprezar.
Você vai chorar, você vai sofrer
Tudo o que eu já vivi.
Você vai implorar,
Mas não irei voltar pra você;
Porque aprendi a me amar mais
Do que amei a você.
Por sua causa, tinha cansado de viver;
Mas foi só você morrer
Que renasci dentro de mim.
Para de me procurar, eu já te esqueci
De tanto me lamentar!
Eu sou mais feliz sozinha aqui
Do que seria com você.
O que você tem não é amor!

                                                                               01 de setembro de 2004.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lembranças Permanentes

Quanto tempo demora a alguém se recuperar
De um fim não planejado?
De um amor inacabado?
Por que é lógico sofrer?
Se nossos momentos passados é o que prevalecem,
É porque meu pensamento ainda te pertence.
Se o signifiquei para você
For tão certo como despreguiçar em todo amanhcer,
Sei que roubei por completo o espaço de seu ser.
Saberei também que sou eu
Quem arranha tua garganta
Quando, em silêncio, me chamas;
Sem saber que estou a escutar,
Ouvindo o som mais lindo
Que é teu coração disparar.
Te guardo com a certeza de que eu também moro em ti.

Na estação mais fria do ano,
Só pensando em você
É que eu me livro de seus danos.
Nenhum outro assunto me faz tão melhor e pior,
Mas é ele que se refaz por si só;
Sem ninguém lhe ordenar.
Publicarei meus sentimentos;
Vou manter apenas imagens dos beijos secretos.
Escancarei em todos os termos
Que não posso mais me controlar,
Nem agüentar que você separe
Seu coração do meu.
E se mesmo assim você insistir em partir
Só me restará desistir,
Mas ainda faltará declarar
Que você foi, em pouco tempo,
O que, em uma vida inteira,
Eu quis pra mim.

21 de julho de 2005.

Sina


Eu o vi abraçar outras mulheres,
Fazendo figura, só pra provocar.
Eu, testando minha própria paciência,
Finjo descaso,
Mas meu limite se esgota.
E volto pra casa sentida,
Quis ser outra vez querida
Pelo mesmo homem que me fez sentir o amor.
Eu pedi a Deus licença,
Quis tirar umas férias
De uma vida sem graça.
Enrolei-me em um cobertor,
Salvei num arquivo fragmentos de coração.
Sinto sua falta ainda,
Obedecendo a sina
Daquela que sempre se vê escrava da dor.

Evitei ser flagrada chorando,
Mas perdi até esse comando;
Não consigo me dirigir
Se você está aqui.
Vai, viaje por outras cidades,
Para encontrar outro calor
Igual de meus lábios;
Mas nenhuma outra vai suprir
A essa saudade que você sente de mim.
Usa uma máscara, uma mentira,
Morde a própria língua;
Diz que tudo acabou e que já ocupam meu lugar.

24 de agosto de 2005.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mar Amor

Mar Amor,
Quem não nadou nesse mar, foge.
Quem já nadou nele, quase morre.
Quando calmo, é como amar.
Quando revolto, é como sofrer.
A toda hora, agora,
Ondas quebram na praia;
É a ilusão que cai sobre mim.
Se me afogo para esquecer,
É a solidão que me tomou.

Quis aprender a nadar:
Quis ser amada.
Quero mergulhar e não voltar:
Quero esquecer-te.
Esse mar me carrega,
O amor me domina.
Meu barco afundou;
Você se foi, me deixou.
Outra vez vai ancorar
Em outro mar, em outra areia;
Vai velejar e encontrar
Uma pessoa em meu lugar;
Como um dia me achou
Desarcodada, em alto-mar.

O mar é assim.
O amor é como o mar.
Quando se ama alguém,
Tudo se move, num balançar.
Ser amada é um mar manso;
Sofrer por alguém é maremoto.
E nessa imensidão,
Se é apenas um ser
Que nada, nada e nada,
E a maré puxa para o fundo
Ou lhe leva só para a praia.
O seu amor foi uma embarcação
Que navegou enquanto amou;
Mas o vento soprou sua vela
E eu sou apenas mais um náufrago
A chorar a solidão.

Quando se está no meio do mar
E os pés não alcançam o chão,
Aquele pânico é como a dor
Que faz sofrer o meu ser.
Você ancorou no meu coração;
Marinheiro sem destino partiu.
Você tem muito mais de um porto
E um amor em cada um.
Se sonhar é como boiar,
O sal é esse amargo
Que me invade como um mar bravo.
As águas entram em minha boca
E me impedem de te chamar.
Eu fiquei a ver navios
Que passam longe, no horizonte.
Eu passo a noite e o dia no mar
Esperando um marítimo voltar.
Você é quem foi,
Eu sou quem ficou;
O nosso amor virou mar.



 31 de julho de 2005.

domingo, 25 de setembro de 2011

Cegueira


É um tipo que se maltrata;
É desistente de si mesmo.
O que o faz crer que o melhor vem do externo?

Se ao menos suspeitasse

Um mínimo de suas qualidades...

É um tipo que não fala

E quando tenta, cospe.

Por tanta crença em outros;

Não vê que a força está consigo?

Só ouve sua autocrítica,

Elogios? O que é isto?

Vê a morte como sua glória;

Mas a teme, por não sabê-la.
Pobre anjo esfarrapado
Onde a loucura achou abrigo.


22 de setembro de 2011.

                                              

domingo, 28 de agosto de 2011

No Final



Eu cheguei a acreditar em mim,
Que seria uma garota normal.
Acabei me descobrindo solitária.
Não adiantam os poucos amigos
Que ainda me restam na escola;
Eu caí por isso mesmo,
Por só ter alguns conhecidos.
Eu não quero elogios, esperanças,
Nem ouvir músicas com lágrimas.
Eu tenho necessidade de ir,
Eu quero sumir.
Meu lugar nunca foi aqui,
Suportando o insuportável,
Querendo o inalcançável,
Mergulhando num mar sem fim.
Eu cansei de viver de ilusão, de solidão;
De viver só pensando como vou conseguir viver assim;
De incerteza, de humilhação;
Sendo desprezada a cada novo passo no amor;
De sorte ou azar;
De bem ou mal;
De começo e fim;
De alegria ao choro.
Não quero continuar do amor ao ódio;
Não me transforme de infeliz a uma sofredora,
Eu te suplico!

 19 de junho de 2005.

Leve, Solta, Livre, Fraca


Nesta minha cama, eu me sento
Em busca de novas frases.
Escutando versos que me tragam
Novas inspirações
Para expressarem essa fase.
Uma fórmula essencial,
Que não fale de estrelas,
Mas de algo mortal.
Garotos não têm instintos;
Só se escondem, são covardes.
Nada do que vejo neles deve ser verdade.
Eu encosto minha cabeça no travesseiro
Pra esquecer que fui enganada,
Traída, enrolada por um deles.
Vou me abrir, sem rimas:
Leve, solta, livre, fraca.

Está difícil cumprir o que prometi pra mim;
Ter que ver você e pressentir que ainda me olhas,
Que te amostras pra obter minha atenção.
Eu juro, estou ocultando o máximo que posso;
Pra reencontrar meu rumo,
Pra não desesperar;
Mas me parece que a vida se encarrega disso.
Cantar, mais uma vez, me faz recordar
Que cada gesto teu me deste sem cobranças,
Mas com o intuito de que eu lhe devolvesse.
Portanto, somente o que irá faltar
É você completar esse espaço em branco
Que deixou em meu eu
E apagar as marcas do adeus.
Só eu sei o quanto é duro perdoar,
Mas quem me deixou foi você;
Então, volta que ainda estou em casa.

De alguma forma, apareça,
Arrume qualquer desculpa.
Numa fração do tempo
Reafirme seu amor, em si.
Desta maneira estou ficando transtornada;
Estou exausta de esperar uma iniciativa.
Então me liga, quebra o silêncio
Que está entre nós dois;
Meu telefone ainda é o mesmo.
Não tenho mais ideia do que escrever...

26 de junho de 2005.

Tropeços


Eu tropeço em minhas próprias falas.
A cor de seus olhos não diz mais nada.
Eu não pretendo confiar em você;
Todo o mel se desfez.
Pra que outro alguém?
Para me atropelar também?
Eu perdi a minha condução.
Você não é o que eu fantasiei.
Eu jurei ao meu coração um amor
E não lhe dei;
E agora, ele me cobra.

Detesto esse tema: príncipe encantado.
Isso é filme de cinema;
O que existem são sapos.
Odeio os injustos;
Odeio você!
Mas o amo, como eu o amei ontem;
Não deveria, mas o que é correto?
Nessa guerra de mulheres contra homens
Nenhum dos dois está certo,
De nada!

Eu pretendo fazer acertos,
Você dá um jeito de aparecer.
Eu levanto, planejo mudanças,
Crio esperanças e você vem dizer
Com seus olhos,
Aqueles que refizeram sonhos,
Que é por receio que você se esconde;
Eu pergunto para seu eu inteiro
E ele responde:
Não posso prometer, mas amo você.
E tudo fica mais esquisito;
Já não sei o que mais digo
E tropeço pelas pedras em meu caminho.
Odeio amar...

 14 de agosto de 2005.