terça-feira, 1 de outubro de 2013

Reunião de Versos Inúteis Destinados a Um Provável Alguém Desavisadamente Distraído

(O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina)

Surges como a chuva repentina,
Ou como um esbarrão na esquina.
Somes como espuma ao relento,
Ou como bolhas de sabão contra o vento.

Ninguém mais te vê como eu.
Nem o Pierrot, a tal Colombina,
Julieta tampouco, algo semelhante a Romeu.
Isto é meu, meu querer ser de você.
É júbilo que aguça a adrenalina,
Exaltação apaixonada de um ser.

És segredo, mais que secreto.
Não podes ser mais do que quero
Esse sonho maior do meu objeto.

Por minha alegria, basta o riso.
Que nasce em teus lábios precisos,
E permanece imortal no meu sonho impreciso.

Mas, eu quero ir além.
A vida passaria a esperar
Se não fosse esse desdém.
Quero-te livre por bem,
Fazer desse tal verbo amar
Um recorde nunca alcançado por ninguém.

Com as bênçãos do anjos, consintas. 
Não finjas, não mintas, igualmente sintas.
Se assim não for, meu coração será ruína.

01 de outubro de 2013.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Como se fosse tudo novo, de novo...




Serias inocente, quando me provocas uma intermitente vontade de arrancar-lhe sorrisos, de fazê-lo gargalhar lindamente, só pra eu poder gravar esta terna imagem?

Falando coisas banais, apenas para transmitir-lhe uma alegre paz, assim só de ver-te... E o som que pronuncias? Que distinta sensação é parar pra ouvir, qualquer coisa que seja no seu tom.

É essa minha pequena serenidade, breves minutos de sanidade nesse mundo atroz (Alguns dirão que loucura é!).

É uma recompensa imensurável, só me faz um bem te querer tão bem. Se isso é ruim, desejar-lhe o melhor, como saber o que convém dizer?

Pobre alma minha, só pede que tu saibas esse bem que almejo por ti e a ti, pra que assim sejas feliz, feliz...

03 de janeiro de 2013.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Chamado

Quando se é diferente;
Quando o mundo já não é o bastante;
E no peito aflora uma inexplicável dor;
Pode ter certeza: você é um escolhido.

E de repente, seus atos de antes
Se tornam seus piores pesadelos.
E esse passado não faz mais sentido,
Tão cruel, esquecível, ignorante e ignorado.

Depois, vem a sede pelo novo;
A vida, a alegria e suas verdadeiras razões.
Vontade de fazer a diferença,
E realização somente por esta escolha.



E assumir-se em uma postura de fé,
Da vivência de um Amor maior.
Porque Este é salvação;
É vida sedenta de vida.
É entrega, sem exigência;
Somente a troca gratuita
Valerá por todas as privações.

Não há pânico, nem desespero.
É um chamado natural;
Basta você reconhecer
Sua voz,
E seguir... sem medo de olhar pra trás.


02 de outubro de 2012.


sábado, 2 de junho de 2012

Tempo



Eu vou explicar, não mexa comigo,
Se o que você quer é só brincar.
Meu ser não aceita correr esses perigos,
Pois eles levam a desmoronar.
Enquanto há tempo, se afaste de mim;
Meu coração pode se acostumar.
Sei que não serei grata após o fim,
Porque meu rancor por você
Tu me farás assinar.
Jogue o seu charme para outra qualquer,
Porque eu não me abalo mais.
Você já sabe que eu fico com o prejuízo
Quando é meu sonho que se desfaz.

Ainda sobrou um pouco de fé que existia em mim.
Segurei nos restos de minhas forças,
Mas eu não estou preparada para enfrentar outra tempestade.
Depois que o temporal passar,
Se os quilômetros que nos distanciam
Ainda nos unir,
Você vai me encontrar
Num belo som de uma guitarra;
Na melodia que dizia que um dia
Já amou alguém.
Basta! Chega! Se já terminou...
Eu estou entregando os pontos...
Eu proponho que me esqueças por uns tempos,
Eu suponho.

Rasgar minhas cartas é confessar derrota;
Relatar é melhor, eu me tranco de todos.
Chorar escondida, me faz lembrar que senti;
Que por algum motivo forte, ainda vivo.
Quantas propostas recusei?
Ignorei o que passou de ruim.
Você foi meu incentivo;
Em amor lhe transformei...
Muitas manchas reviveram;
Era para ser melhor,
Se você não tivesse que ir.
Mas tudo fica no seu tempo,
E quando eu me rendo, depois aprendo.
Já sofri demais...
Pode ser cedo pra dizer adeus,
Pra esquecer os sonhos meus;
Mas como toda bela canção, acabou.


21 de junho de 2005.

Afastado



Onde está a eletricidade que existia
E aqueles olhos fixados em beijar?
O amor tido como de estudante
Era maior do que qualquer ficção.
Hoje a fenda se alarga mais
E com ela o amor também se dilata.
O sobrevivente se abafa, se ofusca;
Eu, envolvida, não sei mais como lhe arrancar.
O equilíbrio está no fascínio e no desdém de lhe reencontrar.
Retorne desaparecido!
Aqui sou seu espaço.
Se afastando mais e mais,
Não voltará...

19 de junho de 2006.

sábado, 26 de maio de 2012

Pensamentos Soltos II

Não sou adepta do encurte a vida.
Às vezes não consigo controlar minha língua felina
Se meu nervosismo está acumulado.

26 de novembro de 2005.

sábado, 19 de maio de 2012

Amor Inexistente




Quando fico a sós com meus pensamentos
Eu sinto que preciso ter você ao meu lado.
Eu penso em ti, em qualquer lugar;
Como saber se isso é amar?
Um simples olhar já é o bastante
Pra me convencer a deixar de te esquecer.
Mas não posso revelar pra você
O que mais quero,
Que é estar contigo e te tocar.
Porque não é possível voltar no tempo
E tentar mudar tudo que é passado.
Mas, para mim, só resta mesmo é esperar
Que tu queiras voltar.
Nossos limites são distantes
E nós dois temos medo de perder;
E pelo brilho dos teus olhos posso compreender,
Porque seu sorriso é sincero,
E diz tudo o que nunca soubes falar.

Porque teus olhos expressam
Amor, dúvidas e mentiras?
Já não sei o que se passa
Entre nossas duas vidas.
Entender é revirar o complicado
Do avesso, do meu e do seu lado.
Daqui só vejo o que eu queria;
Mas a verdade é inexistente
A meu favor.

13 de maio de 2004.