Quando a escura razão me cegar
Não me deixe sozinha aqui.
Num segundo, antecede um calar,
Lembro o gosto de um beijo de ti.
No azul desse mar vou tentar me encontrar,
Desfazendo esse feitiço, que é pra sempre te amar.
Numa nuvem do céu descobri
O limite que posso alcançar;
Eu te toco ao te ver dormir,
Eu te beijo ao te acordar.
Mas de longe, te perco e te vejo partir...
Quando você se arrepender
E o vazio te sufocar;
A Lua te carrega
E o que resta é perdoar.
Na grandeza desse sonho
Vou sem medo de arriscar;
Te buscarei...
02 de julho de 2004.
sábado, 17 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Inteiramente
As
lembranças me consolam ou me perseguem.
Eu
saio, me distraio;
Você
ainda persiste.
E me
lembro do que ainda existe.
Você
está longe, muito longe,
E
eu distante até de mim;
Em
outro tempo, em algum dia,
Onde
eu me queira mais feliz,
Onde
eu te queira mais completo,
Sem
desertos, sem ilusões.
Que
tua verdade transpareça
No
que quero desde sempre;
E sempre,
frequentemente,
Estejas
tão presente como agora
Num
minuto, numa hora,
Do
meu mortal ser,
Na
minha eterna alma.
14 de fevereiro de 2005.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Fábula
As
aparências me enganaram de novo,
E
hoje vejo que nada era.
A
mentira que acabei de inventar
Já
está me corroendo.
Seu
beijo me tirou a inocência
E
só um banho purifica minha alma.
Quando
a profecia se concretizar
Você
irá se espantar ao ver sua amada
Naquela
mesma prisão
Desde
que você a encarcerou.
Eu
rôo por dentro te causar sofrimento,
Mas
você que provocou,
Você
que arranjou razão.
Se
a beleza lhe dá satisfação
Você
verá como é horrível essa sua pretensão.
A
sua trilha se colidiu com a minha;
Mas
não carece não,
Você
já embarcou em outro trem.
Acho
que do seu amor
Só
restaram uns grãos,
Porque
estou com sintomas de doença do coração.
Palpite
ou não,
Acho
que você se aventurou em vão;
Eu
não vou sair da sua cabeça tão fácil assim.
Você
se mostra tão seguro de si,
Mas
consegui abalar suas estruturas.
Eu
precisei mentir uma única vez
Pra
você sentir no corpo e na mente
A
dor que me fez;
Você
terá que aceitar que sou sua candura.
Eu
não quero ser agnóstica,
Mas
acredito que amar é lenda.
E
se for, deixa meu conto contar
A
história de nossas vidas.
Ela
sempre será a melhor,
Mesmo
sendo a menos comprida.
Não
queria me redimir,
Só
queria a garantia de um Amor!
10 de setembro de 2005.
Como Eu Sou
Gosto
de escrever meus sonhos
Gosto
de mexer com sentimentos
Gosto
de pensar em mim, me lembrar de nós.
Quero
me perder nas horas,
Esquecer
o mundo de olhos fechados.
Vou
rever todos os momentos,
Reler
poemas, Fugir de mentiras.
Quero
sentir de novo que eu
Tenho
a quem amar e confiar
E
que sou a única a ocupar este lugar.
Penso
na separação, que se ocorrer,
Causará
saudades.
Deixo
o que quero o que você faz,
Só
pra não me esquecer
Que
um dia a tua mão, na minha, segurei.
Pra
acabar, vou terminar assim:
Quero
poder descansar nos braços de você.
25 de abril de 2005.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Noites
Tem
noites que às vezes são tão longas,
Mas
todas elas sempre são vazias.
Talvez
até pareça que eu sou feliz aqui,
Mas
nada faz com que eu esqueça
Que
eu não vou ter o que quero,
Que
eu não posso fazer nada, a não ser
Esperar
que talvez alguém
Me
procure em meio as suas razões.
Que
eu talvez tenha alguém pra mudar
Outro
dia a mais.
E
que eu seja mais feliz assim;
Sua
verdade faça parte de mim.
O
passado é o tormento do presente.
E
não lembrar é trair meu pensamento.
Eu
não sou o que eu sonhei;
O
que eu só queria era ter você.
E
esperar é inexplicável,
É
como sentir dor e não poder gritar.
É
porque eu não sou o eu de antes,
E
eu não sei mais.
Eu
só sei que eu não quis jamais
Esse
destino que me desfaz;
Não
quero viver só e só com esse amor...
Mas
não vou bater de frente;
Deixarei
esse tempo com quem me entende.
Sei
que não irá acabar
Essa
noite nessas horas;
E
a cada noite em que vou dormir
Uma
nova lembrança te traz.
Hoje
à noite eu vou encontrar
No
meu sonho, a luz de seu olhar.
Se
não podes compreender
Deixa
ser o que for...
19 de fevereiro de 2005.
Minhas Decisões
As
horas são frias, às vezes são amenas.
E
eu sempre em busca de algo maior em mim.
À
procura de um encontro.
Sorriso
fingido, olhar sempre ao longe;
Talvez
eu possa ver daqui o meu topo.
As
pessoas pensam que sou superficial;
Isso
não importa,
Mas
que queria ser transparente
Para
que enxergassem o meu tudo.
Eu
não sei nada da vida;
Não
me disseram para onde ir.
E
eu tenho que escolher
Entre
armadilhas e ciladas
Que
não sei se ou encontrar.
Eu
posso decidir agora,
Mas
se depois eu mudar de ideia?
É
isso que eu não quero.
Eu
preciso muito mais agora de atitude,
De
certeza, de convicção.
Ser
decidida, cobrar mais de mim;
Transpor-me,
fazer escolhas definitivas,
Como
cada palavra que escolho para escrever.
Falar
mais, ser mais feliz comigo mesma.
Dar
importância a esse ser que habita neste corpo
E
que se fecha para o mundo lá fora.
As
chaves dessa porta estão em minhas mãos,
Mas
eu quero abri-la? Eu quero mudar?
Ou
tenho medo de sair do meu pequeno universo,
No
qual me escondo de possíveis barreiras à frente?
Minhas
próprias respostas virão com o tempo...
E
este (o tempo) sem dúvidas, é o maior das aflições:
Ou
passa rápido demais para aqueles que são felizes,
Ou
é muito longo para os que esperam alcançar a felicidade.
12 de março de 2005.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Ele
Ele
falou, só por falar,
Mas
querendo que eu acreditasse.
Eu
decidi, mas me calei
Esperando
ter certeza.
Eu
arrisquei e hoje eu gosto
De
todo jeito que ele me beija.
Hoje
eu quero, ele também;
Parece
até que eu caí nessa de amor.
Tudo
o que eu vejo nele
Ninguém
pode ver além
Do
que está dentro de seu coração.
Eu
queria sinceridade,
Estive
no caminho errado;
Tive
que passar por muitas provações.
O
que eu já fui, o que eu sou,
Tudo
isso não importa mais.
O
que interessa é se com ele
Serei
tudo o que quero ser.
Mais
uma vez, quero dizer
Coisas
que sempre vão mostrar
Que
estar com ele me faz tão feliz;
Acho
que estou ficando um pouco romântica!
E
me lembrando do passado
Vejo
deixado pra trás
Um
sonho que eu queria,
Mas
não tinha fundamento.
Com
ele eu vejo o tudo,
Consegui
sair de lá
Onde
estava à beira do fundo do meu vazio.
Chegou
a hora,
Tenho
que ir;
Conto
as horas sem esquecer
Que
amanhã,
Aqui
ou ali,
Vai
acontecer tudo de novo...
27 de maio de
2005.
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