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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tempo Lento




Uma pergunta:
Me indique ou multiplique
E me dê o valor
De quanto falta para o tempo
Parar de parar.

A vida parada é tão remota
Que até uma porta é mais viva.
Então me diga,
Qual é o seu código
Para que no seu relógio
Dê a hora de regressar.

Mostra-me, aponte;
Me coloque na carona da sua vida.
Siga a trilha da minha vida,
Que mesmo sem se conhecer
A gente se reconhecerá.

E rasteja o tempo,
Devagar e manso;
Cauteloso e quieto.
E o pó do tempo cobre os sorrisos
Que eu tinha guardado na memória.
Violenta são as horas que não se sabe
Onde é que nossos pés estão marcados na história,
Ou qual é o coração condutor
De quem a gente mais buscou.



20 de janeiro de 2006.



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