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domingo, 6 de março de 2011

Extermínio


Meu coração fora esfolado;
Você me acolheu, depois me agrediu.
Nesse meio tempo o nosso afeto
Apoderou-se de mim e a você invadiu.
O batom que você pedira
E que eu não usaria, talvez desligasse
A nossa sintonia que era sinfonia;
Leviana como sou
Achei que o amor nunca falhasse.
O acontecido se faz em um resumo,
Eu sou quem prolongou em uma “era”.
E hoje, você pode até jurar
Que bem-me-quer
E que só isto é justo;
Tenho vontade de te fazer esse remorso engolir.
Suas palavras vieram me espinhar;
Eu me fiz própria de escudo.
Qualquer ruído seu, pra mim, é proibido ouvir.

O elo será rompido dessa vez;
Você que fique com a luxúria.
Porque meu coração já está ofegante;
Foram suas facadas me deixando lúcida.
Há tempos que a liberdade me aguardava;
Infelizmente sou só uma errante.
Estou ultimando essa agonia;
Nosso passado já está quitado.
Eu não irei mais pronunciar,
Nem dar denúncias de seu triunfo;
A saudade que sentia, hoje é morta aqui.
E este ciclo vai se concretizar,
Sentimentos escorrem como fluidos;
Não há ciência que tenha senso de descobrir.

Por lágrimas não hei mais de me dissolver;
Sobre sua passagem não mais poetizarei.
Em frente está a fila que me leva ao futuro bom;
Atrás eu saio de um túnel de coisas más.

24 de junho de 2006.

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