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sábado, 5 de março de 2011

Meu Ver



Enquanto o mundo gira
Eu vou me entendendo.
Começo pelo que já fiz,
Pelo o que me arrependi.
Vejo coisas fúteis,
Pensamentos inúteis;
Pessoas sem ideias, tempo ou emoção.
Olho a janela, nada vejo além
De moleques na rua
E suas brincadeiras absurdas.
Olho para aquela menina
Que vive dentro do espelho,
Nela eu me vejo
Sem amor, sem calor humano;
Vejo mais de cem enganos,
Sempre distorcidos.
Independente do que eu digo
Quero me melhorar, escrever, refletir;
Reconquistar.
Há lutas, tantas, muitas
Nesse mundo
E eu querendo um segundo
Pra botar tudo nos eixos,
Esquecer meus preconceitos.
Se no planeta rege a força da gravidade,
Que mantem meus pés no chão;
Amar é a marca registrada
De um coração.
Vejo um todo colorido
E vejo isto reduzido.

28 de agosto de 2005.

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